De feira literária a teatro: os rolés desse fds

  • 29/04 (Sexta Feira)

Fligostoso – São Miguel do Gostoso

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O primeiro Festival de Literatura Infanto-juvenil de Gostoso vai ser realizado entre os dias 28 a 30 de abril, trazendo autores nacionais e locais para discutir temáticas multiculturais e realizar ações de incentivo à leitura. As atividades acontecerão no Centro de Cultura do município, além de espetáculos e cortejos por toda a cidade. O encontro vai receber escritores como Gonzaga Neto e Carlos Fialho, além da participação da carioca Lúcia Fidalgo, autora de livros como “Chico, Homem da Floresta” e “Menina Palavra”. Para conferir a programação, acesse o link.

Intercâmbio Latino Americano de Teatro – Pinacoteca/ UFRN

O Grupo Arkhétypos junto com a UFRN estão realizando oficinas e workshops sobre teatro com profissionais internacionais. Os professores Patrícia Bélières e Alejandro Cancela, ambos argentinos, são responsáveis pela oficina “Tierra, fuego, agua y aire en el cuerpo y la voz”, às 14h no Departamento de Artes da universidade federal. O evento continua até o sábado, com espetáculos gratuitos. Você pode acessar a programação completa no link.

Circuito Dosol de Música – Centro Cultural Dosol

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RAPadura é uma das atrações do Circuito Dosol na sexta feira. Foto: Divulgação.

No primeiro dia do festival de música alternativa, o Dosol recebe o som de Chico Bomba e Zé Baga, Dusolto e o RAPadura (DF). Os ingressos podem ser garantidos online, por R$15,00, ou na hora, por R$ 20,00. Para ver quem já confirmou o rolé, visite o evento.

Lançamento do livro “Fórceps” – Barlados

Com poemas de Oreny Júnior, “Fórceps” é sutil e revelador. O lançamento da obra começa às 19h, no Bardalos Comida e Arte, localizado na rua Gonçalves Ledo, Centro da Cidade. O livro custará R$ 30,00.

  • 30/04 (Sábado)

Aniversário d’A Boca – Espaço A Boca de Teatro

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A montagem “Encruzilhada do Mundo” faz parte da mostra de cenas curtas em comemoração aos dois anos do Espaço A Boca. Foto: Tiago Lima.

Neste sábado, A Boca Espaço de Teatros comemora dois anos de atividades. Para comemorar a data, o local preparou uma programação com cenas curtas, exposição do fotógrafo Paulo Fuga e cinco atrações musicais, entre elas Luísa Guedes e Alice Carvalho. O evento começa às 20h, na própria A boca, localizada na rua Frei Miguelinho, na Ribeira. O ingresso custa R$ 10,00.

Circuito Dosol de Música – Ateliê Bar

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O som da banda Luíza e os Alquimistas invade a Ribeira no segundo dia do Circuito Dosol de Música. Foto: Giovanna Rego.

O segundo dia do circuito traz a banda Luiza e os Alquimistas, além de Luiz Gadelha e os Suculentos. Visite a página do evento.

Mahmed – Lee Boards

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Os meninos do Mahmed fazem show em Natal antes de partirem no tour pela Espanha. Foto: Luana Tayze

Antes de partirem em um tour pela Espanha, a banda potiguar Mahmed faz um show gratuito no espaço Lee Boards, em Potilândia, a partir das 16h20. A apresentação é uma das atrações do campeonato de skate, na categoria Best Trick, que vai ser realizado no local. Além do Mahmed, vai rolar o som da DJ Mara Kally.

  • 01/05 (Domingo)

Koogu – Enquanto Seu Lobo Não Vem

Após um tour pelo país, a banda potiguar está de volta com três shows já marcados na cidade. O primeiro deles é neste domingo, às 18h.

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Ginga com tapioca: uma experiência gastronômica que todo natalense deve ter

Entre as bases da ponte Newton Navarro e o encontro do rio Potengi com o mar está o Mercado da Redinha. Para chegar até o local, é preciso ir até o final da avenida João Medeiros Filho, na zona norte, e seguir as placas que dão nome ao bairro praiano. É lá que dezenas de famílias, natalenses e turistas se encontram nos finais de semana para aproveitar o tempo livre, tomar uma cerveja e comer a ginga com tapioca.

Podendo chegar a ter 600 calorias, o prato leva goma de mandioca, óleo, azeite de dendê e a sardinha azul. A receita foi criada há 60 anos pelo casal Geraldo e Dalila, ambos comerciantes da Redinha. Ele marchante de peixe, responsável por negociar o produto com os pescadores; e ela, cozinheira. Juntos, acharam um destino gostoso e rentável no peixe de porte pequeno que sobrava da pesca.

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A Ginga com Tapioca original da Redinha

Atualmente, na mesma praia, um bar se destaca entre os demais. Não pelo prato, já que todos ali dominam o preparo, mas pela história. Ivanize Barbosa, ou Dona Ivanize, é filha do casal criador da Ginga com Tapioca e herdou a receita. “Estou neste ponto há 46 anos e com o dinheiro da Ginga eu criei meus seis filhos”, contou em uma conversa em dia da semana, quando o movimento é mais baixo.

Aos 68 anos, Dona Ivanize é uma atração à parte do local. Simpática, faz questão de conversar com os clientes que já conhece e trata bem quem está ali pela primeira vez. “Certo dia, chegou um cliente que eu não fazia ideia em que idioma ele estava falando”, relembrou a cozinheira que diariamente abre o restaurante às 07h da manhã. “Quem vem aqui não deixa de voltar, porque eu faço isso com todo amor”, enfatizou.

E quem experimenta diz que, realmente, não existe outra igual na cidade. Sentadas em uma mesa do lado de fora do bar, três seridoenses comentaram que só comem ali porque fora da Redinha a ginga vem fria e mole. “Quando eu como em outras praias, eu passo mal. Aqui ela vem quentinha”, explicou uma das mulheres.

Com tantas indicações, é impossível passar por lá e não pedir uma porção, que custa R$ 6,00 a unidade. Escolhida a mesa, perto ou longe da areia, a espera não é muita e ainda é possível ver a cidade de um outro ângulo.

O peixe é frito na hora e a massa é fresca – é possível, inclusive, ver os comerciantes ralando o coco no próprio estabelecimento. Apesar dos ingredientes gordurosos e do alto teor calórico, a iguaria vem à mesa sem vestígio algum da abundância de oleosidade que a receita esconde. As gingas são espetadas em palito de coco, o que dá maior singularidade ao prato, e podem ser acompanhas de cerveja, refrigerante e até café. Além disso, a massa se junta à crocância do peixe, se transformando, na boca, em um sabor único: o de Natal.

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Dona Ivanize, filha dos criadores da receita, e a vista (em tempo de chuva) do Mercado da Redinha

Quarta é dia de Música Clássica

O projeto “Quartas Clássicas” está de volta, desta vez com um toque mexicano. Nesta edição, a apresentação mensal da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte conta com a participação especial do Soprano Liliana Del Conde (MEX), do Barítono Gabriel Navarro (MEX) e do tenor Adriano Pinheiro (BRA). O espetáculo vai ser realizado nesta quarta (27), às 20h, no Teatro Riachuelo.

O primeiro lote com 510 ingressos foi distribuído gratuitamente mediante a uma reserva prévia na internet. Nesta fase, foi disponibilizado um formulário para a inscrição do público. As entradas que sobraram, junto com mais 300 bilhetes, fazem parte do segundo lote, que pode ser retirado hoje na própria bilheteria do teatro. Serão apenas dois ingressos por pessoa.

A orquestra do Rio Grande do Norte foi criada em 1976 com o quadro composto por 23 músicos, dos quais apenas cinco moravam em Natal. Atualmente, o grupo é formado por 60 integrantes, sob a regência do maestro Linus Lerner, que comanda a orquestra desde 2012.

Serviço

Quartas Clássicas

Às 20h no Teatro Riachuelo

Entrada Gratuita (Ingressos disponíveis na bilheteria) / Indicação Livre

 

 

Natal e Parnamirim recebem encontro nacional de dança

Um grande evento que reúna dançarinos e profissionais de diversos lugares com experiências variadas. Esse é o objetivo da oitava edição do Encontro de Dança, que vai ser realizado entre os dias 26 de abril à 1 de maio, em diversos polos na região metropolitana de Natal e em Mossoró. Nesta edição, a programação conta com espetáculos, oficinas e intervenções gratuitas para toda à população.

No primeiro dia, nesta terça feira, o encontro é aberto com duas apresentações internacionais. A primeira delas “SDS1“, do coreógrafo australiano Ahilan Ratnamohan, mistura dança, futebol e teatro e  vai ser encenada no Barracão do Clowns, em Nova Descoberta, às 18h30; já o Teatro Riachuelo recebe o grupo argentino Pablo Rotemberg com o espetáculo “La Wagner”, o qual tenta desmistificar estereótipos, tabus e violência envolvendo o corpo feminino.

O evento ainda conta com mais quatro oficinas ministradas ao londo da semana com professores de diversos países, como França, Dinamarca e Finlândia. Para engrossar o time de artistas de fora, serão realizadas mais três montagens de grupos da Alemanha e também da Colômbia.

Já as atrações nacionais são representadas pelo Quasar Cia de Dança (GO) com o espetáculo “Sobre Isto, Meu Corpo Não Cansa”, com trilha sonora que incluem músicas de Tulipa Ruiz, Malu Magalhães e Clarice Falcão; e também pelos paulistas da Virtual Cia de Dança, com o “Tempo Singular“.

Além disso, mais seis companhias potiguares vão participar, como a Cia de Dança do TAM e o grupo Gira Dança, respectivamente com o “O que Abrigo de Ti” e “A Cura”.

O Encontro de Dança de Natal já reuniu mais de 77 mil espectadores nas sete edições realizadas desde 2007. Cerca de 6.200 técnicos e artistas, desenvolvendo 382 ações em seis cidades, passaram pelo evento desde sua criação. Para mais informações sobre a programação desse ano, basta acessar a página oficial.

 Programação de Espetáculos

  • 26/04 (Terça)

18h30 – SDS1 (Austrália) – Barracão do Clowns

20h30 – Lá Wagner (Argentina) – Teatro Riachuelo

  • 27/04 (Quarta)

18h30 – #Saudade (RN) – Casa da Ribeira

20h30 – Um de Nós (RN) – Barracão do Clowns

  • 28/04 (Quinta)

18h30 – PIB (RN) – Barracão do Clowns

20h30 – Sobre Isto, Meu Corpo Não Cansa (GO) – Teatro Riachuelo

  • 29/04 (Sexta)

15h/21h – Sobre Isto, Meu Corpo Não Cansa (GO) – Cine Teatro de Parnamirim

18h30 – Escrito Absurdo (Colômbia e México) – Barracão do Clowns

18h30 – Bailongo (RN) – Barracão do Clowns

20h30 – Solos de Stuttgart (Alemanha) – Teatro Riachuelo

  • 30/04 (Sábado)

17h e 21h – Sobre isto, Meu Corpo Não Cansa – Cine Teatro de Parnamirim

18h30 – Tempo Singular (SP) – Casa da Ribeira

20h30 – Escrito Absurdo – Barracão do Clowns

  • 01/05 (Domingo)

18h30 – O que Abrigo de Ti (RN) – Casa da Ribeira

20h30 – A Cura (RN) – Barracão do Clowns

20h30 – Solos de Stuttgart – Cine Teatro de Parnamirim

Menos resumo e mais crítica

Tão bom quanto ler é discutir as interpretações deixadas por um livro. Assim, após o término de uma obra, procuro, com certa frequência, resenhas pela internet com o objetivo de averiguar, nas opiniões alheias, se entendi realmente o que a personagem quis dizer em determinada passagem ou tirar aquela dúvida sobre a forma de escrever do autor.

No entanto, no lugar de achar textos com opinião, eu ando me deparando com resenhas meramente descritivas, que recontam o livro. A crítica se limita, muitas vezes, à experiência de ter achado a publicação numa prateleira ou ao ritmo da leitura (se fluiu ou não).

Semana passada terminei “O Leitor do Trem das 6h27”, o primeiro romance do francês Jean-Paul Didierlaurent e, como sempre, busquei analisar as discussões sobre o livro no Skoob (rede social sobre livros). Nos 24 depoimentos cadastrados na página da obra, em muitas delas apenas (re)li as informações que estão na orelha do livro.

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Em nenhuma das resenhas vi comentários, por exemplo, dizendo que a publicação do francês seguiu uma fórmula “homem de meia idade + trabalho mecânico + hobby estranho = busca por uma amada” já explorada pelo também europeu José Saramago nas 279 páginas de “Todos os Nomes”, há quase 20 anos.

E o que essa equação, apresentada acima, representa socialmente? As “opiniões” também não dizem. Os julgamentos se preocupam em comentar se o livro impressionou ou não, se o número de páginas é pouco ou se o autor foi delicado na retratação da vida das personagens.

Dessa forma, me questiono se esses leitores sabem a diferença de resumo e crítica, que, de acordo com o dicionário Michaelis, a primeira consiste em condensar “em poucas palavras do que foi escrito” e a segunda se refere ao ato de “julgar”, ou seja, expor as opiniões sobre algo. A resposta é óbvia. Mas o que mais me preocupa é que as pessoas acham que é assim que se faz uma boa resenha.

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Onde podemos melhorar?

A internet e a grande mídia reproduzem dezenas de textos com os mesmos problemas. Além da falta de opinião, as resenhas são pautadas pela agenda de publicações das editoras e ignoram as falhas técnicas na hora de analisar. Dessa forma, as críticas se limitam em falar das novas obras de novos autores e trazem apenas os elementos positivos da história e da escrita deles.

No livro “Jornalismo Cultural”, Daniel Piza discute e confirma as falhas que os meios de comunicação cometem quando apresentam assuntos culturais, principalmente, em formatos de crítica.

“Lemos muito sobre discos, filmes, livros e outros produtos no momento de sua chegada ao mercado […]. No entanto, raramente lemos sobre esses produtos depois que eles tiveram uma ‘carreira’, pequena que seja, e assim deixamos de refletir sobre o que significaram para o público de fato”

Quem costuma ler e gosta de se aprofundar tem que garimpar blogs e sites de literatura com uma base boa de crítica. Isso se não desistir, em algum momento, de pesquisar resenhas onlines e impressas.

Por fim, o sentimento que fica é que falta nas resenhas gerais a capacidade de relacionar outras obras e escritores (qual autor me lembrou esse estilo de escrita?), falta discutir as impressões deixadas pelo livro (as ideias do texto mudaram meu jeito de ver o mundo?) e, acima de tudo, falta sinceridade na hora de julgar os elementos da obra.

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Este artigo foi originalmente publicado no perfil do Medium.

 

Você pode ajudar uma banda natalense a tocar no maior evento de música do mundo

Liderados pela vocalista Emily Barreto, os potiguares do Far From Alaska estão a um passo de atingir o reconhecimento e o mercado internacional. A banda participa de uma seleção, com mais 11 artistas do mundo todo, para tocar na primeira noite do Medim, o maior encontro da indústria musical do planeta! O evento é realizado anualmente desde 1967 na cidade de Cannes, na França.

Para ajudar é muito simples: a votação está sendo feita através de curtidas na foto oficial da banda na página do evento.

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Clique aqui para votar

Apenas três bandas serão selecionadas. Até o fechamento deste post o FFA estava afrente de grupos europeus, como os francesas da Synapson e do Club Cheval, e também de artistas americanos, como Nvdes e a cantora Flo Morissey.

Esta seleção faz parte da segunda edição do projeto Midem Artist Celerator, cujo objetivo é apresentar revelações da música internacional e impulsionar a carreira dos músicos. Além da apresentação os selecionados vão ter a oportunidade de receber orientações de grandes profissionais da indústria musical, participar de workshops e entrar em contato com referências da área.

Natal recebe programação especial em comemoração ao dia do índio

Já noticiamos aqui n’o Canguleiro a inauguração de uma Organização Não Governamental que luta pela preservação da cultura indígena potiguar. E para comemorar o dia do índio, no próximo sábado (23) o sítio Gamboa do Jaguaribe, localizado na zona norte de Natal, vai realizar atividades recreativas e oficinas sobre a cultura dos povos que primeiro habitaram o nosso país.

A abertura vai ser realizada às 09h e em seguida uma oficina de artesanato indígena vai ser ministrada. A programação ainda conta com palestra sobre os costumes, trilha, exibição de curtas e aulas de guarani.

O dia do índio é comemorado no país no dia 19 de abril. A data comemorativa foi criada em 1943, no governo do presidente Vargas.

 

Programação:

Abertura – 09h00

Oficina de artesanato indígena – 10h00

Na rede (favor, levar sua rede – 13h00

Palestra sobre costumes indígenas – 14h00

Trilha e exibição de curtas com temática indígena – 15h00

Aula do idioma guarani – 16h00

Encerramento – 17h00

 

Endereço: Rua Novo Paraíso, s/n – Bairro Salinas – Nata l- RN

Ponto de referência: no final da rua do alto da torre.

 

Fanpage: https://www.facebook.com/gamboadojaguaribe