Loucos pelo prato que é a cara do Brasil

#ComerPostar&Indicar

“É o primeiro prato do brasileiro em geral”, contou Câmara Cascudo no livro História da Alimentação no Brasil. Composto por feijão preto com pedaços de carne de porco e acompanhados por arroz, farofa e couve, essa receita já se tornou a cara do nosso país tropical. Já sabe o que é? Sim, feijoada!

Os registros dizem que a iguaria surgiu por volta do final do século XIX em várias versões, dependendo da região do país onde era feita. Antigamente era falado que o prato foi uma invenção dos escravos, os quais misturavam restos das carnes de porco rejeitadas pelos senhores – rabo, língua, focinho, orelha e pé – com o feijão preto e a farinha de mandioca. No entanto, registros mais atuais mostram a feijoada como uma adaptação das receitas europeias de cozido, trazida pelos portugueses no período da colonização e servida, inclusive, em restaurantes frequentados pelas elites escravocratas.

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Hoje em dia também existem variadas receitas desse prato multicultural. A maioria é com o tradicional feijão preto, porém também há preparos com feijão marrom ou branco; e outras mais leves, com grão-de-bico, lentilha e carnes menos gordurosas. Para a versão vegetariana, além da ausência de carnes, ainda se utiliza tofu defumado, brócolis e couve-flor. Outros pratos inspirados na receita original, como o bolinho de feijoada, também podem ser encontrados.

Para quem leu até agora e ficou com vontade de saborear uma feijoada quentinha, nós temos uma indicação incrível recém-descoberta pela Re-Comendo: o Loucos por Feijoada. Fundado há 7 meses e com a missão de oferecer um serviço diferenciado para esse prato tão querido, o LPF não tem um restaurante fixo, mas funciona com serviço de delivery. Os preços das porções variam de acordo com a quantidade de pessoas que serão servidas, sendo oferecidas desde o tamanho individual até porções maiores para eventos e buffet.

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O produto deles, que já tem tudo para ser bom só pelos ingredientes, fica ainda melhor com a rapidez das respostas pelo atendimento virtual. O negócio foi criado pelo casal Sandra e Renilson, que já trabalhava no ramo de cosméticos e quis um complemento de renda. Após um mês de funcionamento, eles já tinham 1000 seguidores no Instagram e clientes por toda a cidade, tornando o Loucos por Feijoada sua fonte de renda principal.

“Quando ele (Renilson) teve a ideia, disseram ‘mas feijoada tem em todo lugar’. E ele respondeu: ‘feijoada sim, mas a Loucos por Feijoada, não’. Não vendemos só feijoada, e sim um prato que todo mundo gosta com a praticidade do delivery”, contou Sandra.

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Para experimentarmos o produto, pedimos uma feijoada para duas pessoas (serviu 3 tranquilamente) e custou R$48 (R$43 da feijoada + R$5 da entrega). Após feito o pedido, a entrega demorou apenas 20 minutos. Além do feijão com as carnes, os acompanhamentos são: arroz, farofa, couve refogada, torresmo, laranja e sobremesa. Ou seja, é o prato completo com a comodidade de comê-lo sem sair de casa.

Nas publicações com a hashtag #ComerPostar&Indicar, resumiremos as nossas impressões sobre o produto e/ou estabelecimento através de notas, sendo a máxima representada por 5 cangulinhos. E vamos à avaliação do Loucos por Feijoada:

feijoada

O Loucos por Feijoada está aberto para pedidos nos sábados e domingos, das 9h às 15h. O sabor da feijoada é ótimo e a simpatia no atendimento ainda mais.  Vocês precisam experimentar!

O Instagram deles é @loucosporfeijoada 🙂

“Que prazer mais um corpo pede
Após comido um tal feijão?
– Evidentemente uma rede
E um gato para passar a mão”.

(Vinícius de Moraes – Feijoada à minha moda)

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Dedicatória

“Há mais coisas entre a dedicatória de um livro e a terra, Horácio, do que sonha a nossa vã filosofia”, diria Hamlet ao abrir o meu exemplar de “O encontro marcado” do mineiro Fernando Sabino. Isso porque na segunda página do livro, comprado por meros (e muito bem investidos) seis reais em um sebo no centro da cidade, foi escrita uma dedicatória no mínimo curiosa.

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De caneta azul está a equação: “R2 + (I)² + ZOVA + (LD)² + AU”.

Além disso, mais um registro, feito com a mesma tinta: “Eu”.

Não sei o qual o resultado da equação, se é que existe um, ou se os números e letras constroem uma mensagem subliminar. Será apenas uma conta matemática ou uma mensagem? O conteúdo da soma ficará escondido por um bom tempo, ou para sempre, afinal, nunca fui bom com números.

Problemas com aritmética à parte, o que fica é a curiosidade de saber qual teria sido a intenção do antigo dono do livro, o “Eu”. Mas esse pronome pessoal do caso reto se referia ao proprietário do livro ou ao remetente? Teria sido o livro um presente de uma pessoa tão especial que não precisasse se identificar? Eu.

A única pista existente é a própria assinatura. Inelegível. A primeira letra muda de um A para um P, e assim fica difícil de saber qual o nome do dono ou remetente. Além disso, a mensagem está datada.

30/05/76.

Sim, Horácio, mil novecentos e setenta e seis. Eu nem era nascido, você já tinha morrido há tempos. Nossa vã filosofia ainda não foi capaz de adivinhar o passado, mas não custa tentar imaginar.

A extinção do MinC e seu impacto no fazer cultural

Por Abner Moabe

A crise política no Brasil não é mais novidade para ninguém. Temos acompanhado o desenrolar de toda essa situação que vem se agravando, principalmente após o afastamento da presidenta Dilma Roussef, tendo seu lugar ocupado por Michel Temer que em menos de 24 horas, tomou medidas que deixam claro os tempos sombrios que se aproximam.

Entre tantas ações deploráveis em menos de uma semana de (des)governo, uma das que causou maior reprovação foi a extinção do Ministério da Cultura, que passou a ser uma secretaria subordinada ao Ministério da Educação (MEC) e tem sido alvo de protestos por grande parte da classe artística.

Criado em 15 de março de 1985, o Ministério da Cultura (MinC) tinha como principal função a execução de políticas que fomentam a cultura brasileira. Considerando que a cultura é um bem público, cabe a gestão pública cuidar para que ela não desapareça com o passar do tempo, criando políticas que facilitem a sua preservação e promoção.

Para discutir as consequências da extinção do MinC, o Fórum Potiguar de Cultura organizou na noite desta segunda-feira (16) uma conversa para debater o assunto. O encontro reuniu em debate os professores Durval Muniz (História/UFRN), Nara Pessoa (Produção Cultural/IFRN) e Sávio Araújo (DEART/UFRN), além do ator e articulador da Rede de Pontos de Cultura, Rodrigo Bico e o representante do ministério no nordeste, Gilson Matias. A mesa teve como mediador o jornalista Tácito Costa.

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Foto: Fórum Potiguar de Cultura

Com o mote de “A Quem Interessa o Fim do MinC?”, foram levantadas questões não apenas referentes ao âmbito da cultura, mas uma avaliação geral da conjuntura e suas futuras consequências a curto, médio e longo prazo. O professor Durval Muniz falou do quanto será prejudicial ter no poder um governo conservador e neoliberal como vem se desenhado e foi bem claro sobre o valor simbólico que tem a extinção do MinC sobre o reais interesses de Temer e Cia para o Brasil.

“O que se quer é a quebra da construção de um contra discurso através da cultura. A cultura é um bem público que não interessa à eles” – Durval Muniz

Rodrigo Bico fez questão de deixar bem claro que O “Fora Temer” precisa vir antes do “Fica MinC”. “Não adianta nada pedir a volta do MinC com um governo ilegítimo no poder. É preciso centrar forças para derrubar Temer”. O representante do MinC Nordeste, Gilson Matias, preferiu substituir a fala institucional para conclamar aos setores da cultura irem para a rua lutar não apenas pela existência do Ministério da Cultura, mas principalmente contra o retrocesso representado por Michel Temer e a quadrilha que ele chama de ministério.

Quando foi criado, o Ministério da Cultura cuidava apenas da Lei Rouanet e dos institutos como do Patrimônio Histórico e entre outros. Quando Gilberto Gil assume a pasta em 2003, o Ministério passa da discutir não apenas as chamadas “belas artes”, mas passa a reconhecer no mesmo nível de importância a chamada cultura popular, desde aquela feita pelos mestres de tradição como o Maracatu, o Auto do Boi de Reis, a Chegança, os Congados entre outros, como também a cultura urbana e periférica como o funk e o hip-hop. A cultura é feita pelo povo e é a partir desse reconhecimento que o MinC passa a fomentar políticas de valorização e preservação dela como os pontos de cultura, por exemplo.

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A partir de 2003 MinC passou a reconhecer a cultura popular como o Maracatu. Foto: Prefeitura de Olinda

O pseudo-governo neoliberal de Temer usa a necessidade do enxugamento da máquina pública como desculpa para o fim do MinC, mas é bom deixar claro que o Ministério da Cultura possui (ou possuía) apenas 0,38% do orçamento geral. A cultura é o bem mais valioso que um povo pode ter. Desmerecer a importância de um órgão que cuida da manutenção da cultura, é virar as costas para a própria cultura brasileira. O ministério nos foi tirado, mas a nossa cultura, essa ninguém nos tira e ela há de resistir.

Considerado um dos nomes da nova MPB, Phill Veras faz show em Natal

Após o sucesso do primeiro álbum “Gaveta”, lançado em 2013, o cantor e compositor Phill Veras chega à capital potiguar com o objetivo de divulgar o segundo disco “Carpete”. Aos 23 anos, o músico tem uma carreira curta, mas coleciona experiências notórias, como a apresentação no Rock In Rio em 2013, e críticas que o compara com Tom Jobim e outros nomes clássicos da música popular brasileira.

Com uma voz suave, Phill canta sobre amores, sentimentos e experiências próprias. Com letras delicadas, o músico maranhense chamou atenção após publicar trabalhos autorais na internet. A partir disso, os convites para tocar por todo o país começaram a surgir. Em seguida, lançou em 2012 o primeiro EP, chamado “Valsa e Vapor”, e em 2013 o primeiro disco.

Recentemente, o compositor foi convidado pelo produtor mineiro Pedro Ferreira para participar do projeto Mil Ton, uma coletânea em homenagem ao cantor Milton Nascimento. O projeto também conta com participações de bandas como Vanguart e cantoras como Karol Conka, considerados também os novos ícones da produção musical nacional.

O mais novo trabalho, chamado Carpete, conta com oito músicas inéditas e autorais produzidas em São Luiz do Maranhão. Phill Veras se apresenta no próximo dia 20 de maio (sexta feira), às 20h, no antigo Hakuna Matata em Capim Macio. Os ingressos custam, antecipadamente, R$ 20,00 (meia) e R$ 20,00 mais um quilo de alimento não perecível (ingresso social). Na hora, os ingressos custam R$ 25,00 (meia) e R$ 25,00 + 1 kg de alimento não perecível (ingresso social).

Brechós e o consumo consciente

Por Lorrana Torres

Se para você brechó é sinônimo de cheiro de naftalina e coisa velha, é hora de rever seus conceitos e abrir a mente.  Os brechós e bazares estão invadindo Natal, nos mostrando a importância e os benefícios do consumo consciente.

A ideia é simples: a reutilização de roupas, sapatos e acessórios em bom estado com preços acessíveis. Essa forma de consumir traz benefícios para vendedores, que aprendem a desapegar e ainda garantem uma graninha a mais no orçamento; para compradores, que podem adquirir algo novo e bacana por um preço justo, e para o meio ambiente, evitando o desperdício como consequência do consumo em excesso.

Em Natal, para quem quer conhecer este modelo de consumo, opções não faltam. O Bazar Café Salão, conta com produtos que vão desde roupas a livros, além de muita música.  Já aconteceram duas edições e tudo indica que o evento se tornará periódico, conforme o site.

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O Bazar Café Salão é realizado na Ribeira e já teve duas edições. Foto: Pedro Braga.

Existe também o Encontro de Brechós, que acontece no Circuito Cultural Ribeira todo 1º domingo do mês, onde alguns expositores se reúnem trazendo os mais variados estilos em suas roupas e acessórios, sempre com bons preços.  E caso você queira desapegar de algo, alguns brechós aceitam revender suas peças. O de Casa Bazar é um exemplo disso.

Razões para ir ao brechó não faltam, aproveite para garimpar boas peças com muito estilo.

Você sabia que existe uma banda potiguar no programa Superstar?

Por Thereza Galvão

O Superstar da Rede Globo se propõe a descobrir e propagar novos grupos musicais pelo país. E foi no programa que a banda potiguar Plutão já foi planeta aproveitou a oportunidade pra ter o seu som difundido em rede nacional.

Embora a banda já tenha três anos de formação e carregue vários shows pelo nordeste na bagagem, algumas pessoas de Natal ainda não conhecem muito bem suas músicas.

Formada por Natália Noronha (voz, guitarra, baixo, synth), Gustavo Arruda (voz, guitarra, baixo) Sapulha Campos (voz, guitarra, ukulele, escaleta), Khalil Oliveira (bateria) e Vitória de Santi (baixo, synth); a banda transita entre o rock e o indie folk. O ukulele e a escaleta são instrumentos bastante explorados pela Plutão, responsáveis por deixar suas melodias com uma marca própria e característica.

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Foto: Mylena Sousa

O grupo que lançou o CD autoral “Daqui Pra Lá” em 2014, entrou em estúdio no início desse ano para preparar seu segundo disco independente, com a produção do Gustavo Ruiz.

Atualmente se consagra por ter sido a banda a liderar o ranking de votações no segundo dia de audições do Superstar (90% dos votos), conquistando o lugar na próxima etapa do programa que acontece neste domingo, dia 15, a partir das 12h45. Para votar no grupo e ajudá-los a continuar no programa basta fazer o download do aplicativo aqui.

Então não perca tempo, está esperando o quê para ouvir o som da Plutão já foi Planeta?

Escreve

“Escreve. Seja uma carta, um diário ou umas notas enquanto falas ao telefone, mas escreve. Procura desnudar a tua alma por escrito, ainda que ninguém leia; ou, o que é pior, que alguém acabe lendo o que não querias. O simples ato de escrever ajuda-nos a organizar o pensamento e a ver com mais clareza o que nos rodeia. Um papel e uma caneta fazem milagres, curam dores, consolidam sonhos, levam e trazem a esperança perdida. As palavras têm poder”