E estou trabalhando isso em mim

Eu sou um defensor da literatura brasileira. Acho que temos autores fantásticos com histórias incríveis ambientadas nas nossas terras e que precisam ser valorizadas. Costumo adorar clássicos, mas reconheço que existem também vários escritores contemporâneos que dão o nome no mercado editorial do país. Enfim, amo/sou literatura nacional.

Me incomoda, por exemplo, pessoas que têm olhos apenas para gente de fora. Mais que isso, para exclusivos livros que estão constantemente na lista dos mais vendidos, os Best Sellers. É possível ver dezenas desses leitores, por exemplo, em uma simples pesquisa nos blogs e canais literários.

Por essas andanças na internet eu tentei evitar, mas realmente não consigo: tenho preconceito com esses leitores.

Para mim, a literatura pode ser muito mais do que um romance fofo em uma cidade grande como Nova York. Os livros podem trazer vivências extremas, difíceis de acontecer na vida cotidiana. São experiências que, de certa forma, nos formam como indivíduos e como cidadãos. Beijo Saramago!

Tenho a impressão de que ficar nesses Best Sellers é se limitar, manter-se no hegemônico. Achar que uma história “mamão com açúcar” é o máximo que se pode ter de um livro, definitivamente, é se acomodar.

Nos últimos dias, porém, venho repensando esse posicionamento ao me dar conta da distância que a literatura tomou em relação ao povo. Historicamente, a leitura é considerada uma atividade intelectual, inacessível à massa trabalhadora – merecedora somente do entretenimento e da “alienação” do rádio e da televisão. A leitura, portanto, sempre esteve longe do povo e qualquer aproximação é vista com maus olhos pelos críticos (vide fenômeno dos autores youtubers).

Na realidade, eu não sei detalhadamente a vivência desses leitores: se tem tempo de sobra, se foram instruídos a ler desde pequenos, quantos por cento procuram outros gêneros e quantos continuam nos mesmos tipos de livro. São diversos fatores que acabam influenciando no próprio costume de ler.

Mais importante que julgar o gosto alheio, portanto, é respeitar os diversos tipos de leitores que existem e suas realidades. Eu tive a curiosidade de procurar outros autores e preciso aceitar que algumas pessoas não fizeram o mesmo e que não vêem problema algum enquanto a isso. E ainda, o mercado editorial é capitalista e precisa das vendas dos Best Sellers para continuar publicando materiais de outros tipos, sejam eles clássicos, livros alternativos e autores iniciais.

.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s