5 bandas instrumentais de Natal para entrar na sua playlist

Por Lorrana Torres

O cenário musical de Natal tem vivido uma ótima fase, e que com certeza, não é passageira. Cada vez mais bandas ultrapassam as barreiras potiguares, mostrando a diversidade e originalidade da terrinha.

Um exemplo disso são as bandas instrumentais, quebrando com o senso comum de que música instrumental tem que ser erudita feita apenas para pessoas cultas, ou até mesmo sem graça.  

Hoje vamos te apresentar 5 bandas alternativas de Natal cheias de talento onde a voz que manda, é do instrumento.

Continuar lendo “5 bandas instrumentais de Natal para entrar na sua playlist”

Anúncios

Quando conseguiremos quebrar a maldição de Cascudo?

Por Abner Moabe

Natal não consagra nem desconsagra ninguém. Esta frase atribuída ao folclorista potiguar Câmara Cascudo sempre me incomodou. Sempre me perguntei porque nós potiguares temos tanta dificuldade em reconhecer nossos potenciais, sem que seja preciso o restante do país valoriza-los primeiro.

Continuar lendo “Quando conseguiremos quebrar a maldição de Cascudo?”

A extinção do MinC e seu impacto no fazer cultural

Por Abner Moabe

A crise política no Brasil não é mais novidade para ninguém. Temos acompanhado o desenrolar de toda essa situação que vem se agravando, principalmente após o afastamento da presidenta Dilma Roussef, tendo seu lugar ocupado por Michel Temer que em menos de 24 horas, tomou medidas que deixam claro os tempos sombrios que se aproximam.

Entre tantas ações deploráveis em menos de uma semana de (des)governo, uma das que causou maior reprovação foi a extinção do Ministério da Cultura, que passou a ser uma secretaria subordinada ao Ministério da Educação (MEC) e tem sido alvo de protestos por grande parte da classe artística.

Criado em 15 de março de 1985, o Ministério da Cultura (MinC) tinha como principal função a execução de políticas que fomentam a cultura brasileira. Considerando que a cultura é um bem público, cabe a gestão pública cuidar para que ela não desapareça com o passar do tempo, criando políticas que facilitem a sua preservação e promoção.

Para discutir as consequências da extinção do MinC, o Fórum Potiguar de Cultura organizou na noite desta segunda-feira (16) uma conversa para debater o assunto. O encontro reuniu em debate os professores Durval Muniz (História/UFRN), Nara Pessoa (Produção Cultural/IFRN) e Sávio Araújo (DEART/UFRN), além do ator e articulador da Rede de Pontos de Cultura, Rodrigo Bico e o representante do ministério no nordeste, Gilson Matias. A mesa teve como mediador o jornalista Tácito Costa.

13227506_1043510725685442_1050568196695633119_o
Foto: Fórum Potiguar de Cultura

Com o mote de “A Quem Interessa o Fim do MinC?”, foram levantadas questões não apenas referentes ao âmbito da cultura, mas uma avaliação geral da conjuntura e suas futuras consequências a curto, médio e longo prazo. O professor Durval Muniz falou do quanto será prejudicial ter no poder um governo conservador e neoliberal como vem se desenhado e foi bem claro sobre o valor simbólico que tem a extinção do MinC sobre o reais interesses de Temer e Cia para o Brasil.

“O que se quer é a quebra da construção de um contra discurso através da cultura. A cultura é um bem público que não interessa à eles” – Durval Muniz

Rodrigo Bico fez questão de deixar bem claro que O “Fora Temer” precisa vir antes do “Fica MinC”. “Não adianta nada pedir a volta do MinC com um governo ilegítimo no poder. É preciso centrar forças para derrubar Temer”. O representante do MinC Nordeste, Gilson Matias, preferiu substituir a fala institucional para conclamar aos setores da cultura irem para a rua lutar não apenas pela existência do Ministério da Cultura, mas principalmente contra o retrocesso representado por Michel Temer e a quadrilha que ele chama de ministério.

Quando foi criado, o Ministério da Cultura cuidava apenas da Lei Rouanet e dos institutos como do Patrimônio Histórico e entre outros. Quando Gilberto Gil assume a pasta em 2003, o Ministério passa da discutir não apenas as chamadas “belas artes”, mas passa a reconhecer no mesmo nível de importância a chamada cultura popular, desde aquela feita pelos mestres de tradição como o Maracatu, o Auto do Boi de Reis, a Chegança, os Congados entre outros, como também a cultura urbana e periférica como o funk e o hip-hop. A cultura é feita pelo povo e é a partir desse reconhecimento que o MinC passa a fomentar políticas de valorização e preservação dela como os pontos de cultura, por exemplo.

640px-desfile_de_maracatu_3228839638
A partir de 2003 MinC passou a reconhecer a cultura popular como o Maracatu. Foto: Prefeitura de Olinda

O pseudo-governo neoliberal de Temer usa a necessidade do enxugamento da máquina pública como desculpa para o fim do MinC, mas é bom deixar claro que o Ministério da Cultura possui (ou possuía) apenas 0,38% do orçamento geral. A cultura é o bem mais valioso que um povo pode ter. Desmerecer a importância de um órgão que cuida da manutenção da cultura, é virar as costas para a própria cultura brasileira. O ministério nos foi tirado, mas a nossa cultura, essa ninguém nos tira e ela há de resistir.

Brechós e o consumo consciente

Por Lorrana Torres

Se para você brechó é sinônimo de cheiro de naftalina e coisa velha, é hora de rever seus conceitos e abrir a mente.  Os brechós e bazares estão invadindo Natal, nos mostrando a importância e os benefícios do consumo consciente.

A ideia é simples: a reutilização de roupas, sapatos e acessórios em bom estado com preços acessíveis. Essa forma de consumir traz benefícios para vendedores, que aprendem a desapegar e ainda garantem uma graninha a mais no orçamento; para compradores, que podem adquirir algo novo e bacana por um preço justo, e para o meio ambiente, evitando o desperdício como consequência do consumo em excesso.

Em Natal, para quem quer conhecer este modelo de consumo, opções não faltam. O Bazar Café Salão, conta com produtos que vão desde roupas a livros, além de muita música.  Já aconteceram duas edições e tudo indica que o evento se tornará periódico, conforme o site.

13123179_1188009721211487_6285969180826508621_o
O Bazar Café Salão é realizado na Ribeira e já teve duas edições. Foto: Pedro Braga.

Existe também o Encontro de Brechós, que acontece no Circuito Cultural Ribeira todo 1º domingo do mês, onde alguns expositores se reúnem trazendo os mais variados estilos em suas roupas e acessórios, sempre com bons preços.  E caso você queira desapegar de algo, alguns brechós aceitam revender suas peças. O de Casa Bazar é um exemplo disso.

Razões para ir ao brechó não faltam, aproveite para garimpar boas peças com muito estilo.

Você sabia que existe uma banda potiguar no programa Superstar?

Por Thereza Galvão

O Superstar da Rede Globo se propõe a descobrir e propagar novos grupos musicais pelo país. E foi no programa que a banda potiguar Plutão já foi planeta aproveitou a oportunidade pra ter o seu som difundido em rede nacional.

Embora a banda já tenha três anos de formação e carregue vários shows pelo nordeste na bagagem, algumas pessoas de Natal ainda não conhecem muito bem suas músicas.

Formada por Natália Noronha (voz, guitarra, baixo, synth), Gustavo Arruda (voz, guitarra, baixo) Sapulha Campos (voz, guitarra, ukulele, escaleta), Khalil Oliveira (bateria) e Vitória de Santi (baixo, synth); a banda transita entre o rock e o indie folk. O ukulele e a escaleta são instrumentos bastante explorados pela Plutão, responsáveis por deixar suas melodias com uma marca própria e característica.

0007249985_10
Foto: Mylena Sousa

O grupo que lançou o CD autoral “Daqui Pra Lá” em 2014, entrou em estúdio no início desse ano para preparar seu segundo disco independente, com a produção do Gustavo Ruiz.

Atualmente se consagra por ter sido a banda a liderar o ranking de votações no segundo dia de audições do Superstar (90% dos votos), conquistando o lugar na próxima etapa do programa que acontece neste domingo, dia 15, a partir das 12h45. Para votar no grupo e ajudá-los a continuar no programa basta fazer o download do aplicativo aqui.

Então não perca tempo, está esperando o quê para ouvir o som da Plutão já foi Planeta?